A falha deve ser encarada como uma oportunidade para aprender

Por Evinis Talon
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Tradução, com adaptações, do seguinte texto (clique aqui)

Era 1998. Cheguei ao primeiro encontro com meu amigo Bill Gross, fundador e CEO da Idealab. A sala de reuniões tinha citações na parede e, uma delas, de Thomas Edison, dizia: “Eu não falhei 1.000 vezes; encontrei com sucesso 1.000 maneiras de não criar uma lâmpada”. Essa citação, ou pelo menos uma versão dela, deve ser o mantra de um empresário bem-sucedido.

Nós aprendemos com o fracasso já no início da vida. As crianças competem em jogos e são testadas na escola, recebendo uma nota pelo seu desempenho e aprendendo rapidamente o significado de ganhar ou perder, passar de ano ou reprovar. Perder pode trazer rótulos maldosos como “fracassado” ou “perdedor”. Muitas pessoas permitem que as opiniões dos outros definam sua autoestima e, portanto, têm medo de serem tachados de ridículos, até mesmo por amigos e familiares. Em razão desse comportamento social, acabamos incentivando as pessoas a não correrem riscos para que não haja a possibilidade de “perderem”.

Não estou aqui para dizer que a falha não existe. Pelo contrário, errar é real, mas não é definitivo. Experimentar um fracasso ou cem não faz de você um perdedor, pois isso não pertence à sua personalidade. Aquele que falha muitas vezes deve ser encarado como uma pessoa que se arrisca bastante.

A falha, qualquer que seja, é uma oportunidade de aprendizado. Não podemos restringir nossa capacidade de aprender com nossos erros em razão de nosso ego que ficou “machucado” com determinado resultado. Nós somos responsáveis por acreditar que somos inteligentes e vencedores, da mesma forma que somos responsáveis por acreditar que somos perdedores.

Quando uma falha ocorre, precisamos analisar a situação. “O que aconteceu?”. Há perguntas a serem feitas para aprender a partir de nossos erros: “como eu abordei isso? Eu estava preparado? O que estava ao meu alcance para mudar essa situação e o que não estava? Eu poderia ter produzido um resultado diferente?”.

Do mesmo modo, o sucesso pode nos impedir de aprender. Assim como o fracasso, o sucesso é um evento externo e não define se uma pessoa é vencedora ou não. Muitos empreendedores que obtiveram sucesso cometeram o erro de acreditar que nada mais poderia ser feito para melhorar seu negócio ou esqueceram que não estavam sozinhos nessa jornada (esquecendo os demais membros da equipe).

No entanto, como o fracasso é uma experiência dolorosa, ele tende a gerar mais efeitos do que o sucesso. É necessário, nestes momentos, avaliar as causas do fracasso, aprender a separar a falha profissional de sua personalidade pessoal e tentar uma abordagem diferente na próxima vez. Seja honesto consigo mesmo e com os outros. Ser negativo e acreditar que você é um perdedor é a pior coisa que você pode fazer para si mesmo. Esforce-se para encontrar as falhas e elimine-as. Você apenas falhará repetidamente se optar por não aprender com os seus erros.